Thank God for that
Imperdível. P.J. O'Rourke com câncer no rabo.
ps: O Eduardo Mineo traduziu o texto. Tá aqui.
Imperdível. P.J. O'Rourke com câncer no rabo.
ps: O Eduardo Mineo traduziu o texto. Tá aqui.
Em tempos em que se discute tanto a violência contra crianças, Gone Baby Gone, de Ben Affleck, é um bom filme. Em outros tempos também seria. Arrisco dizer que a última cena é antológica. Quando acabou, a única coisa que eu consegui pensar foi: ca-ra-lho. O filme faz um questionamento ético que fica martelando na cabeça (como o barulho dos pedreiros na casa do vizinho, que resolveu trocar a madeira pela alvenaria). Angie Genaro foi escanteada na história, mas Michelle Monaghan é tão bonitinha que compensa. Ben Affleck deveria continuar atrás das câmeras e deixar o irmão ganhar a fama que ele ganhou como ator.
Essa intervenção Hare Krishna numa briga de punks e emos mexicanos é de fato surreal. Engraçado, se não fosse triste:
Marcas da Violência = sexo na escada; Senhores do Crime = briga na sauna. Se bem que forçando um pouco a barra pode-se dizer que o último filme de Cronenberg chega a ser sentimental. É bom, mas sem dúvida está abaixo do anterior.
Esse Jon Lee Anderson só pode estar brincando. Na Gazeta do Povo de hoje, lá vai ele, num texto sobre Fidel:
Suspeito que, com Fidel afastado, não só seus defensores sintam sua falta, mas também seus oponentes. Por mais que eles tenham sofrido, a qualidade épica de suas próprias vidas desaparece com o eclipse da era de Fidel. O próximo golpe será a morte de Fidel e, inevitavelmente, o rebaixamento da história em Cuba e, talvez, da própria ilha. Se, nos últimos 49 anos, Fidel foi Cuba, o que Cuba será sem ele?
Eu não li a biografia do Che, mas tinha vontade. Tinha.
Pra quem trabalha numa redação de jornal, hoje foi um dia que irá se repetir logo mais, quando a estadia de Fidel finalmente terminar. Todos os "mas"e "poréns" de hoje irão se repetir. Bocejos. A diferença é que da próxima vez poderei tirar o rum e a coca-cola da geladeira. Hoje ainda não é dia.
*Sair assim, moribundo, aos 81, passando o poder ao irmão, é moleza. E no mais, por enquanto, nada vai mudar.
A eliminação da CPMF não baixou o nível geral de preços, diz Marcos Cintra, na Folha de hoje. O estudo é do próprio, e um tanto simplista, como ele mesmo admite. Ele cruzou a incidência da contribuição sobre o preço de alguns bens e serviços com a inflação do mês de janeiro -- o primeiro sem a cobrança.
No setor de eletroeletrônicos, a CPMF tinha custo tributário de 1,74% sobre o faturamento, mas seus preços aumentaram 0,11%; na indústria automobilística, o tributo pesava 1,69% e houve inflação de 0,26%; na indústria farmacêutica, o tributo representava 1,49%, mas o IPCA registrou 0,15%. Na área de transportes, que tem peso elevado para os consumidores, a CPMF representava 1,33%, mas os preços aumentaram 0,4%; e, nos serviços pessoais, em que o ônus do tributo era de 1,31%, os preços cresceram 0,64%.
Além de minimizar a queda na inflação de janeiro em relação a dezembro, ele dá a entender que "aumentar as margens de lucro das empresas" não seria algo exatamente bom. Um má aplicação, desperdício de capital?
A inflação mensal de janeiro perdeu fôlego em relação a dezembro, mas isso está longe de ser explicado pelo fim da CPMF. Muito pelo contrário, a comparação setorial mostra que a hipótese mais provável é que a redução do custo tributário serviu para aumentar as margens de lucro das empresas.
Suspeito. Um mês parece pouco para que se possa observar a verdadeira reação do mercado a elimição de um custo de produção. Primeiro, testa-se o consumidor. Se uma eventual diminuição no preço, equivalente ao custo da CPMF, valer a pena (o benefício da maior quantidade vendida for maior que a perda de receita pela queda do preço), então, efeito cascata, o preço das mercadorias tenderão a baixar uma a uma, a medida que a concorrência o fizer. Caso contrário, o preço permanece o mesmo, ou até sobe (por outros fatores). Desde que o aumento na quantidade de dinheiro na mão da população não venha por maior emissão de moeda ou de crédito governamental, vale a velha relação oferta/procura. Justo. O lucro das empresas chegará a nós.
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