***Um post depois de meia hora rindo***
É realmente uma pena que não tenha sido ontem o dia em que o Jean foi conhecer a escolinha do Requião. A cega campanha bolivariana do nosso aprendiz de Hugo Chávez chegou ao cúmulo do ridículo nesta última terça-feira. O governador encarnou a velha figura do cowboy ranzinza e desandou a falar contra a internacionalização da Amazônia. Antes do grande discurso, que contou com TODAS as bravatas conhecidas da esquerda festiva, mostrou à sua platéia bocejante (deputados aliados e secretários) um vídeo da empresa norte-americana Arkhos Biotech, que prega a privatização da Amazônia.
Os assessores do homem só não se deram o trabalho de dar uma googleada sobre o assunto, e não perceberam que na verdade a empresa é totalmente fictícia e que o vídeo faz parte de um jogo de uma campanha de marketing do Guaraná Antarctica. Como disse o Fábio Campana, "confundiu jogo com realidade, o que não é exatamente uma novidade no caso de Requião".
Vejam como o homem acredita cegamente em tudo aquilo que corrobora com sua visão de mundo. Notem também o baita símbolo da Nike balançando no peito enquanto ele fala que "a globalização é o fim do conceito de Estado e de nação". Notem ainda o discurso altamente paternalista, que os brasileiros não estão prontos para cuidar da natureza. E a Rede Globo do México, e a venda do Brasil, e a lenda dos livros didáticos norte-americanos, e a multinacional que vai cobrar dos brasileiros para entrar na Amazônia, e o pedido para que a TV Educativa do Paraná (a tevê do Requião) entreviste ambientalistas. Sem mais, ao vídeo, divirta-se:
Em março passado, o tucano Arthur Virigilio caiu no mesmo hoax. Aqui o vídeo do Requião comendo mamona. A parte final do discurso dele, transcrita (grifos meus):
"Sem maiores comentários, só pra reflexão. Uma reflexão que deve se suportar com aquela proposta do governo federal de privatizar uma faixa da Amazônia. Já estão vendendo a Amazônia no mundo. Vendendo cotas de participação de uma empresa como esta, por exempelo. Outras empresas devem estar se instalando. De um lado, essa tentativa de privatização de tudo -- a globalização é a privatização, é o fim do conceito de Estado e de nação, tudo gira no mercado, tudo se transforma em interesse econômico, em ações vendidas na bolsa, seqüestro de carbono, é uma agressão brutal contra o Brasil. Mas por outro lado, quando por exemplo o Ministério do Meio Ambiente resolve fazer uma pequena reserva florestal na região de Palmas, todos os imbecis da terra se levantam para se contrapor, dando razão a um comercial estúpido como esse que está rodando na Rede Globo do México. Os nossos companheiros, os brasileiros, não têm ainda a consciência necessária sobre a preservação da natureza e se opõem a todas as medidas preservacionistas. O que vão acabar conseguindo é isto: a venda da Amazônia, venda do Brasil. As pressões em cima do governo federal que levam uma ministra como a Marina Silva propor uma faixa de privatização. Começa com uma faixa e termina com a privatização da Amazônia inteira. E daqui a pouco o brasileiro que queira conhecer a Amazônia vai ter que pagar entrada pra uma multinacional. Eu gostaria que a nossa televisão educativa entrevistasse alguns ambientalistas sobre isso e passasse a veicular este comercial acompanhado de comentários de ambientalistas e autoridades brasileiras. Parecia uma lenda. Diziam que livros secundários americanos afirmavam que a Amazônia não era nossa. Diziam que não, que não é bem verdade, que algum imbecil ou outro que escreveu. E taí agora, na grande mídia televisiva, a Amazônia sendo vendida e o governo brasileiro privatizando áreas. É pra refletir e depois disso tomar uma atitude, que não pode ser minha ou de duas pessoas, tem que ser uma atitude do Brasil e dos brasileiros."
Update: A Nova Corja comenta.
Update 2: O velho ranzinza do bem, Luiz Geraldo Mazza, também comentou hoje cedo na CBN. O áudio ainda tem mais sobre ontem. Mais absurdos, claro. Ouça abaixo:
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